quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ócio

-Um adeus para minha consciência.

Então é outono e eu posso ver as folhas caindo defronte a janela, o vento frio no meu rosto, talvez o perfume quente das flores do chá nas minhas mãos seja a única representação de que há alguma coisa por aqui, eu estou aqui, esperando alguém.
Já faz alguns dias, e eu realmente estou com medo desse vazio me possuir, pra sempre.
O chá já está acabando e lá fora está cada vez mais frio, talvez chova, as nuvens estão negras e o sol já se foi, meu coração ainda bate, mas eu não sei mais o que ainda respira em mim.
Já devia ser noite, o sol já se foi, o chá já se acabou e as nuvens cederam, a chuva me toca fraca, triste, sobre as folhas que continuam a cair.
Onde está você noite?
Estou com frio, mas não posso ir agora, você vai voltar e eu não posso te deixar sozinha, não quero.
Até logo consciência.