Naquele momento, ele sentiu finalmente o amargo da consciência que há muito lhe deixara, quando no desespero de sua alma, fez de suas agonias, seu grande amor.
Nenhuma brisa tocara mais seu rosto desde então, nem o calor de um corpo, nem mais um gole qualquer na calada da noite.
O amanhecer talvez fosse seu único companheiro, ele ainda aparecia, para todos, mesmo que para todos, pois talvez fosse o único que fazia sentir seu coração.
Afinal, ele esperava a volta, daquilo que nele fora vivo, que o embriagara de sentimentos.
Era agora tudo, e nada, cegou-se para não ver a sua dor, sujou suas mãos e sua alma, o que de fato fora decisivo para a deixa de sua consciência.
Ele se senta agora, esperando a brisa lhe tocar, esperando seu coração voltar a pulsar por vontade própria.
E com os olhos firmes, alertas, até que alguém chegue, ele vai esperar, defronte sua janela.
Ócio...
Exórdio:
do Lat. Exordiu
s. m., primeira parte de um discurso;
preâmbulo, introdução a um discurso;
fig., princípio, prefácio.
Exórdio:
do Lat. Exordiu
s. m., primeira parte de um discurso;
preâmbulo, introdução a um discurso;
fig., princípio, prefácio.
