é tudo escuro, no meio do breu, o homem.
Que corajoso o homem, sentado, matando o tempo.
O café é amargo como fora sua vida, e quente.
-basta!
Não sabia ao certo o que fazer, mas havia tomado uma decisão, e era essa.
Empurrou a cadeira para trás e ergueu-se
tomou mais um pequeno gole do café e jogou-o para longe.
Agora não tinha mais café.
Sentou-se.
no meio do breu, algum perfume que outrora foi amargo.
olhou pra cima como se pudesse ver qualquer coisa.
Que corajoso o homem, sentado, matando o tempo.
terça-feira, 16 de março de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Ócio
-Um adeus para minha consciência.
Então é outono e eu posso ver as folhas caindo defronte a janela, o vento frio no meu rosto, talvez o perfume quente das flores do chá nas minhas mãos seja a única representação de que há alguma coisa por aqui, eu estou aqui, esperando alguém.
Já faz alguns dias, e eu realmente estou com medo desse vazio me possuir, pra sempre.
O chá já está acabando e lá fora está cada vez mais frio, talvez chova, as nuvens estão negras e o sol já se foi, meu coração ainda bate, mas eu não sei mais o que ainda respira em mim.
Já devia ser noite, o sol já se foi, o chá já se acabou e as nuvens cederam, a chuva me toca fraca, triste, sobre as folhas que continuam a cair.
Onde está você noite?
Estou com frio, mas não posso ir agora, você vai voltar e eu não posso te deixar sozinha, não quero.
Até logo consciência.
Então é outono e eu posso ver as folhas caindo defronte a janela, o vento frio no meu rosto, talvez o perfume quente das flores do chá nas minhas mãos seja a única representação de que há alguma coisa por aqui, eu estou aqui, esperando alguém.
Já faz alguns dias, e eu realmente estou com medo desse vazio me possuir, pra sempre.
O chá já está acabando e lá fora está cada vez mais frio, talvez chova, as nuvens estão negras e o sol já se foi, meu coração ainda bate, mas eu não sei mais o que ainda respira em mim.
Já devia ser noite, o sol já se foi, o chá já se acabou e as nuvens cederam, a chuva me toca fraca, triste, sobre as folhas que continuam a cair.
Onde está você noite?
Estou com frio, mas não posso ir agora, você vai voltar e eu não posso te deixar sozinha, não quero.
Até logo consciência.
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